Pequenas hidrelétricas avançam no Rio
Mas elas ainda representam só 2,4% de toda energia gerada no estado. Em 2008, respondia por 3,9%, perdendo apenas para a geração das grandes hidrelétricas (79,6%) e para as térmicas a gás natural (8,5%).
As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) começam a avançar lentamente na geração de energia no Brasil e no Rio. Pelos dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia, em 2017 essas pequenas hidrelétricas responderão por 5% da energia gerada no país. Em 2008, respondia por 3,9%, perdendo apenas para a geração das grandes hidrelétricas (79,6%) e para as térmicas a gás natural (8,5%).
No Estado do Rio, essa energia representa 2,43% da geração. Quando entrarem em operação as usinas em construção ou aprovadas, a fatia subirá para 3,36%.
No BNDES, a carteira de crédito de PCHs dos projetos no Rio soma R$ 1 bilhão de 2003 para cá, pouco mais de 10% dos R$ 9,5 bilhões de investimentos desse tipo de empreendimento no país.
— São 220 megawatts (MW) de energia gerada, o que daria para abastecer uma cidade como Nova Iguaçu, com 830 mil habitantes — explica Alexandre Siciliano, gerente setorial do Departamento de energia Elétrica do BNDES.
Desse total, grande parte já está em operação. Usinas com um total de 60 MW estão em construção e devem ser concluídas em dois anos, diz Siciliano. Segundo a Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico, a energia gerada por PCHs vai dobrar nesse período.
— O problema do Rio de Janeiro não é geração de energia. 0 problema é de transmissão, que é de âmbito federal — disse o secretário Júlio Bueno.
Fonte: O Globo